XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial

Dados do Trabalho


Título

RESPOSTAS CARDIOVASCULARES DO TREINAMENTO RESISTIDO COM RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUÍNEO EM IDOSOS HIPERTENSOS MEDICADOS: ESTUDO PILOTO

Introdução

<p>O exercício resistido realizado em baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo (CRFS) pode promover modificações no sistema muscular semelhantes aos exercícios com intensidades mais elevadas sem restrição de fluxo sanguíneo (SRFS) como, por exemplo, o aumento da massa e na força muscular.&nbsp;</p>

Objetivo

<p>Avaliar os efeitos do treinamento CRFS sobre os parâmentros cardiovasculares em idosos hipertensos.&nbsp;</p>

Método

<p>Foram avaliados nove idosos divididos em dois grupos experimentais: SRFS e CRFS. Todos foram submetidos aos procedimentos preliminares (anamnese, familiarização aos exercícios e avaliação da força máxima); às avaliações em repouso antes e após treinamento (pressão arterial-PA e frequência cardíaca-FC); e o grupo CRFS foi submetido a avaliação da pressão total de restrição de fluxo. O período de treinamento foi composto por 10 semanas, com 2 sessões de treinamento por semana. Em cada sessão eram realizadas 3 séries em 4 exercícios resistidos, realizadas de forma unilateral, respeitando 90s de intervalo entre as séries. No grupo SRFS os exercícios foram realizados com intensidade de 50% de 1RM. No grupo CRFS os exercícios foram realizados com intensidade de 20-30% de 1RM e com manguitos inflados a 70% da pressão total de restrição de fluxo. Os dados foram comparados pela ANOVA, considerando como significante p&lt;0,05.&nbsp;</p>

Resultados

<p>Pré-treinamento não houve diferença entre os grupos em nenhuma das variáveis. Não houve diferença significante entre os grupos e entre os momentos pré e pós para a PA sistólica (P=0,398), PA diastólica (P=0,161), PA média (P=0,187); FC (P=0,214) e duplo produto (P=0,405). É necessário considerar que o tamanho amostral do estudo piloto ainda não é o mais adequado para a pesquisa (tamanho mínimo amostral para seria de 10 indivíduos por grupo, para um poder de 90% e erro alfa de 5%). Porém, mesmo com uma amostra pequena, pode-se observar uma tendência de redução da PA sistólica (Pré 114,3±9,3 vs. Pós 109,7±9,6mmHg; P=0,058) e da PA média (Pré 86,0±7,2 vs. Pós 80,8±5,5mmHg; P=0,088) no grupo CRFS.&nbsp;</p>

Conclusão

<p>O estudo piloto demonstra que nenhum dos dois tipos de treinamento resistido promoveu alterações nas variavéis cardiovasculares. Porém, foi possível observar uma tendência de redução da PA sistólica e média que talvez possa ser confirmada com uma amostra de maior tamanho. Auxílio financeiro: Pró-Reitoria de Extensão; Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação; FAPEMIG (APQ-03011-21); CNPq (432314/2016-4); CAPES.</p>

Palavras Chave

hipertensão arterial; envelhecimento; treinamento de força.

Área

Área Multiprofissional

Autores

Diego Alves Santos, Alex Sandro Seccato, Susana América Ferreira, Danielle Lorentz Villaça, Luís Fernando Deresz, Ciro José Brito, Pedro Henrique Berbert Carvalho, Cláudia Lúcia Moraes Forjaz, Andréia Cristiane Carrenho Queiroz