XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial

Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA E DA PRESSÃO ARTERIAL EM IDOSOS HIPERTENSOS CADASTRADOS NAS UNIDADES DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE GOVERNADOR VALADARES ANTES E IMEDIATAMENTE APÓS A PANDEMIA DA COVID-19.

Introdução

<p>A hipertensão arterial é mais prevalente nos idosos, possui grande contribuição nas mortes por doença cardiovascular e constitui-se como um problema de saúde pública. Durante a pandemia pela COVID-19 foi recomendado o distanciamento social como medida para evitar a disseminação e contágio, podendo ter afetado o nível de prática de atividade física e os parâmetros de saúde, principalmente nas pessoas idosas.</p>

Objetivo

<p>Comparar as medidas antropométricas e da pressão arterial (PA) em idosos hipertensos cadastrados nas unidades da Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Governador Valadares antes e imediatamente após a pandemia da COVID-19.</p>

Método

<p>A amostra foi composta por 65 idosos (70,2±6,9 anos) hipertensos autorreferidos de ambos os sexos (66,2% mulheres), cadastrados em 10 unidades da ESF. As avaliações ocorreram antes (2019) e ao final da pandemia da COVID-19 no Brasil (março-maio/2022). Foi aplicado um questionário com perguntas sobre à identificação, gênero, uso de medicamento, prática de atividade física (AF) e justificativas para a não realização e AF durante a pandemia. Foram realizadas as medidas de peso e altura, para cálculo do índice de massa corporal (IMC), além da PA de repouso. Os dados foram comparados pelo teste T pareado, considerando como significante P&lt;0,05.</p>

Resultados

<p>O peso (72,4±12,3 vs. 71,9±13,5 kg; P=0,329), IMC (29,8±4,7 vs. 29,7±5,2 kg/m2; P=0,843), PA sistólica (132,7±17,3 vs. 131,7±19,0 mmHg; P=0,699) e PA média (97,9±16,3 vs. 94,9±17,5 mmHg; P=0,059) não mudaram significantemente após a pandemia. A PA diastólica reduziu significantemente após a pandemia (82,8±9,4 vs. 78,8±10,7 mmHg; P=0,004). Ao final da pandemia aumentou o percentual de idosos hipertensos que usavam medicamento anti-hipertensivo (92,3% vs. 96,9%) e reduziu o percentual de idosos que praticavam pelo menos 150 minutos de AF por semana (46,2 vs. 20,0%). As barreiras mais relatadas pelos indivíduos para a não realização da AF durante a pandemia foram: necessidade de distanciamento social, problemas de saúde e preguiça.</p>

Conclusão

<p>Os dados encontrados demonstram um aumento do percentual de idosos hipertensos medicados, que pode ter influenciado na manutenção dos valores de PA sistólica e média, e na redução da PA diastólica, mesmo com a diminuição da prática de AF durante a pandemia. Auxílio financeiro: Pró-Reitoria de Extensão e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação; FAPEMIG (APQ-03011-21); CNPq (432314/2016-4); CAPES.</p>

Palavras Chave

Hipertensão arterial. Envelhecimento. Coronavírus.

Área

Área Multiprofissional

Instituições

Universidade Federal de Juiz de Fora campus Governador Valadares - Minas Gerais - Brasil

Autores

MATEUS GONÇALVES SILVA, IZABELLA DORNELLAS SILVEIRA, DIEGO ALVES SANTOS , KEVEENRICK FERREIRA COSTA, WILKERSON SILVESTRE SANTOS , LÍVIAN LIMA FRANCO, CLARICE LIMA ALVARES SILVA, RODRIGO FURTADO CARVALHO, CLAUDIA LÚCIA MORAES FORJAZ, ANDRÉIA CRISTIANE CARRENHO QUEIROZ