XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial

Dados do Trabalho


Título

TREINAMENTO FÍSICO AERÓBICO ATENUA PREJUÍZOS AUTONÔMICOS CARDIOVASCULARES EM PROLE DE RATAS EXPOSTAS À POLUIÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ

Introdução

<p>Os efeitos da poluição do ar sobre o organismo são de grande importância por ser um fator externo tóxico que afeta grande número de pessoas e que não pode ser evitado.&nbsp;Alterações durante a gestação devido à exposição ao material particulado &lt;2,5 (MP2,5) proveniente da poluição já foram evidenciadas, mas os efeitos no sistema cardiovascular da prole, bem como os mecanismos envolvidos nas eventuais disfunções, ainda são pouco compreendidos. Por outro lado, o treinamento físico é uma abordagem conhecida por seus efeitos fisiológicos benéficos, inclusive em indivíduos expostos à poluição.</p>

Objetivo

<p>Investigar os efeitos cardiovasculares e autonômicos do treinamento físico na prole de ratas submetidas a exposição diária de MP2,5 durante a gestação</p>

Método

<p>As genitoras foram expostas à poluição (MP2,5) por meio de concentrador de partículas do ambiente na concentração diária de 600 μg/m3 após o 5º dia de implantação. As fêmeas da prole das ratas não expostas (WC, N=7), expostas (WE, N=7) ou expostas treinadas (WET, N=6) ao MP2,5 foram avaliados por meio do registro direto da pressão arterial (PA). A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da PA (VPA) foram analisadas no domínio do tempo e da frequência. O treinamento físico aeróbio foi realizado em esteira ergométrica na intensidade moderada, 5x/semana, durante 8 semanas.</p>

Resultados

<p>Não houve diferença entre os grupos para PA e frequência cardíaca. Com relação a VPA a variância total foi semelhante entre os grupos, mas o componente simpático vascular (BF-PAS) foi maior no grupo WE (9,26 ±1,49 mmHg2) em relação ao WC (4,20± 1,10mmHg2), o que não foi observado no grupo WET. Na VFC observou-se redução da variância no grupo WE (89,10±6,41ms2) em relação ao WC (50,66±18,01ms2), aumento da banda de Alta frequência (AF) no grupo WET (20,53± 5,57ms2) em relação ao grupo WE (9,65 ±1,39 ms2) e menor RMSSD no grupo WE (5,60±0,34ms) quando comparado com os grupos WC e WET (8,10±1,00; 9,68±1,62ms); não houve diferença na banda de baixa frequência (BF) e no balanço simpatovagal.</p>

Conclusão

<p>Apesar de não ser observada diferença nos parâmetros hemodinâmicos entre os grupos, nossos resultados evidenciaram prejuízos na VPA e VFC na prole de mães expostas à poluição do ar durante a gestação. Nossos achados evidenciam que o treinamento físico pode atenuar prejuízos transgeracionais decorrentes da exposição à poluição in útero, induzindo melhora da modulação parassimpática cardíaca e simpática vascular, que pode impactar no manejo de risco cardiovascular nesta condição</p>

Palavras Chave

Poluição; treinamento físico; autonômico cardiovascular; Gestação; Prole.

Área

Área Multiprofissional

Instituições

Instituto do Coração - São Paulo - Brasil, Universidade de São Paulo - São Paulo - Brasil, Universidade Federal de São Paulo - São Paulo - Brasil, Universidade Nove de Julho - São Paulo - Brasil

Autores

Marina Rascio Henriques Dutra, Sarah Cristina Ferreira Freitas, Antonio Viana do Nascimento Filho, Victor Hugo Martins de Miranda Miranda, Maikon Barbosa da Silva, Mariana Matera Veras, Maria Claudia Irigoyen, Kátia De Angelis