XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial

Dados do Trabalho


Título

Treinamento físico combinado melhora disfunção autonômica cardíaca em modelo experimental de Doença de Parkinson

Introdução

<p>A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa amplamente reconhecida pelos seus sintomas motores, porém sintomas&nbsp;não motores como&nbsp;a disautonomia cardiovascular também podem estar presentes. O treinamento físico pode ser uma estratégia não farmacológica importante no manejo dessa condição.</p>

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Objetivo

<p>Avaliar os efeitos do treinamento físico combinado (aeróbio + resistido) em um modelo experimental de DP nos parâmetros hemodinâmicos e na modulação autonômica cardiovascular.</p>

Método

<p>26 ratos Wistar foram divididos em três grupos: Controle (C, n = 6), Parkinson sedentário (PKS, n = 10) e Parkinson submetido a treinamento combinado (PKT, n =10). A DP foi induzida por injeção intraperitoneal de Paraquat (10mg/kg; 1dia/sem; 8 semanas) nos grupos PKS e PKT. No início, na metade e ao final do protocolo realizou-se o teste de esforço máximo (TE) em esteira e o teste de carga máxima (TCM) em escada vertical. O grupo PKT&nbsp;realizou treinamento aeróbio em esteira ergométrica e treinamento resistido em escada (5dias-intercalados/sem; 8 sem). Após, todos os animais foram canulados para registro direto da pressão arterial e foram analisadas a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial sistólica (VPAS) e o barorreflexo espontâneo. Os dados são apresentados como média e erro padrão e analisados por ANOVA&nbsp;one way seguida de post hoc de Tukey (p &lt; 0,05).</p>

Resultados

<p>Ao final do protocolo, o grupo PKS apresentou menor duração no TE (PKS: 9,25±0,64 vs. C: 13,05±0,79 e PKT: 14,62±0,30 min) e no TCM em valores normalizados (PKS: 1,10±0,04 vs. C: 1,38±0,03 e PKT: 1,39±0,03 % do peso corporal) comparado ao grupo C e ao PKT. Não foram observadas diferenças entres os grupos nos parâmetros hemodinâmicos. O Paraquat promoveu redução da VFC total (desvio padrão do intervalo de pulso - PKS: 6,34 ± 0,49 vs. C: 9,69 ± 1,0 e PKT: 9,39 ± 0,57 ms),&nbsp;da modulação parassimpática (RMSSD - PKS: 5,58±0,37 vs. C: 7.96 ± 0,78 e PKT: 7,46 ± 0,48 ms) e simpática cardíaca (LF em valores absolutos -&nbsp;PKS: 2,90±0,71 vs. C: 9,43±1,48 e PKT: 6,88± 0,45 ms2) e&nbsp;o treinamento físico foi capaz de normalizar esses parâmetros.&nbsp;Não houve diferença entre os grupos nos parâmetros da VPAS. O&nbsp;barorreflexo espontâneo (índice alfa) foi menor no grupo PKS comparado ao C.</p>

Conclusão

<p>O Paraquat induziu disfunção autonômica cardiovascular e o treinamento combinado foi capaz de melhorar a maioria dos parâmetros analisados,&nbsp;demonstrando ser uma estratégia não farmacológica importante no manejo&nbsp;da disfunção autonômica cardíaca nesse modelo de DP.</p>

Palavras Chave

Área

Área Básica

Instituições

Instituto do Coração - São Paulo - Brasil, Universidade São Judas - São Paulo - Brasil

Autores

Hunter Douglas de Souza Lima, Matheus Arutin dos Santos, Thayna Fabiana Ribeiro Batista, Nicolas da Costa-Santos, Adriano dos Santos, Oscar Albuquerque Moraes, Nathalia Bernardes, Maria Claudia Irigoyen, Iris Callado Sanches, Kátia Bilhar Scapini