XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial

Dados do Trabalho


Título

INCIDÊNCIA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA SOB O USO DE CITRATO DE TAMOXIFENO E INIBIDORES DE AROMATASE

Introdução

<p>A maioria dos tratamentos contra o câncer eleva a Pressão Arterial. Cerca de 33% dos pacientes em tratamento oncológico anteriormente, normotensos, passam a apresentar Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), muitas vezes resistente. Para as pacientes sobreviventes de cancro, relacionadas à mama, estima-se que após os 60 anos, acima de 50% das mulheres apresentarão HAS (em diferentes estágios da classificação da pressão arterial). Em pacientes sob terapia de bloqueadores de hormônios, citrato de tamoxifeno&nbsp;ou inibidores de aromatase, a possibilidade de alterações tromboembolíticas estão mais presentes, aumentando-se os riscos de alterações hemodinâmicas com possível evolução para doenças cardiovasculares.</p>

Objetivo

<p>Avaliar a incidência da Hipertensão Arterial Sistêmica nas pacientes com câncer de mama que fazem o uso de bloqueadores de hormônios, citrato de tamoxifeno e&nbsp;inibidores de aromatase, no Hospital Oncológico do interior do Brasil.&nbsp;</p>

Método

<p>Estudo observacional retrospectivo com coleta de dados em prontuário das pacientes oncológicas, atendidas no ambulatório, no período de 2020 a 2021, sob o uso de citrato de tamoxifeno&nbsp;e inibidores de aromatase. Foram coletados dados demográficos, número de pacientes hipertensas e drogas anti-hipertensivas mais utilizadas.</p>

Resultados

<p>Foram incluídas na análise 44 pacientes sob o uso de citrato de tamoxifeno&nbsp;e inibidores de aromatase. No período de 2020 a 2021, a média de idade das pacientes foi de 55 anos e 44% das pacientes foram diagnosticadas hipertensas. E a droga anti-hipertensiva mais utilizada foi a losartana (71%).</p>

Conclusão

<p>É importante considerar a relação das pacientes com câncer de mama sob o uso de bloqueadores de hormônios, citrato&nbsp; de&nbsp;Tamoxifeno e inibidores de romatase, com a manifestação da hipertensão arterial sistêmica e fazer o rastreamento para ambas as comorbidades em mulheres de grupo de risco. Neste contexto, é importante ampliar os estudos sobre o tema em questão com o intuito de realizar o diagnóstico precoce e, consequentemente, melhorar o prognóstico de ambas as comorbidades.</p>

Palavras Chave

hipertensão arterial; câncer de mama; tamoxifeno; inibidores de aromatase

Área

Área Multiprofissional

Instituições

Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP - São Paulo - Brasil, Hospital de Câncer de Ribeirão Preto - Fundação Sobeccan - São Paulo - Brasil

Autores

Juliano Abreu Pacheco, Fernanda Romero Prates, Eugênia Velludo Veiga